sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Nostalgia.

om"O ontem é história", é isso que diz a dedicatória do livro mais precioso que tenho. Me faz lembrar daquele primeiro momento, o primeiro.
Passei as portas do hotel puxada pela moça com um grande coelho rosa nos braços, atrás vinha a menina loira atrás de mim sendo puxada pela minha mão. Lá estava meu sonho, diante de mim, alto, de preto, com os cabelos castanhos, curvado para frente falando com o recepcionista, foi quando percebi que não tinha o que falar, o impossivel estava se realizando bem diante dos meus olhos.
A moça com o grande coelho o fez uma pergunta, e ele respondeu normalmente, virando pra trás. Ele me viu, abriu o sorriso inesquecivel, e me perguntou se estava bem, respondi que sim, e com o corpo todo tremendo abracei ele com toda vontade que restava nas minhas células.
Entramos no elevador, eu, a moça com o coelho e a menina loira que me acompanhou desde o começo, até ali. Seguimos para o 14º andar, quando a porta se abre. Um homem alto, forte e bonito estava na nossa frente esperando o elevador, olhei para o lado e os olhos azuis e pequenos da menina loira brilhavam ao ver àquela imagem; falamos com ele e seguimos em frente. Ao virarmos o corredor, vieram as duas pequenas loirinhas de mãos dadas, dando risadas e seguindo para ir embora, elas olharam pra nós e se viraram pra mos acompanhar, voltando pra onde tinham acabado de sair.
A moça com o coelho some, e se ouve uma voz diferente ao fundo, que se cala logo depois. "Ela já vem", disse a moça ainda com o coelho nas mãos. Eu segurava o porta-retrato e o envelope que estavam dentro da sacola com as mãos tremulas, e os apertava contra meu peito, com toda a minha força.
A mulher morena, de olhos castanhos, magra e um pouco mais alta do que eu entrou no hall do quarto, ela vinha com um sorriso gigante que eu já sabia que ela tinha, e perguntou "qual de vocês é ela?", levantei a mao, e ela me abraçou com força, entreguei a sacola a ela que agradeceu, mostrando as fotos pras duas loirinhas que estavam paradas lá olhando o que acontecia.
Seguimos conversando, e esperamos o elevador, passou entao um homem mais baixo do que os outros, bonito, de olhos claros. "Quem é?", perguntou a menina loira pra mim, respondi e olhei pra mulher morena que disse "vai lá, te esperamos", fomos as duas, a loirinha mais velha tirou uma foto nossa com o homem, que passava com um pudim em maos. Voltamos para o elevador e a mulher morena conversava com o homem mais alto que tinhamos visto, bonito, e muito forte, entramos no elevador, todos juntos. Observei e, com o tempo, tive coragem de falar com aquele homem.
O elevador chegou no terreo, e a mulher morena foi conversar com o seu marido, que ainda estava curvado de costas pra porta. Enquanto conversava com a menina loira, a loirinha mais velha chegou com outro homem, dizendo "aquelas ali, tira foto com elas!", o homem obedeceu, parou entre nós duas e tirou a foto. A mulher morena voltou e me perguntou se eu tinha caneta, entreguei a ela, que voltou com a camiseta cinza e usada a dando pra mim, "te mando outra depois", um sorriso abriu no meu rosto e agradeci.
Pouco depois ela chamou o marido, as loirinhas e a mim, para tirarmos uma foto. Passou um tempo, ela chamou a menina loira, e tiramos outra foto.
Deu a hora deles irem embora, com um abraço, um beijo despedi da mulher morena, da loirinha mais velha e da moça que ainda segurava o grande coelho rosa. O homem de preto, que agora sorria, me deu um abraço e um beijo, disse "Tchau Bruninha!", apoiou a mão no ombro da esposa que o esperava com um sorisso, acenaram, se viraram e sairam pela porta do hotel, entraram no carro e foram embora.
Só assim, a tremedeira que tomava conta do meu corpo parou, e eu havia percebido naquele momento que meu sonho impossivel, e distante, tinha virado realidade.


19/06/2005 - Dia em que conheci a família 17.