terça-feira, 30 de março de 2010

"Acho que seremos só amigos". Foi naquele momento em diante que começou todo o processo. Ok, um tanto quanto mentira. Começou no dia anterior, em que depois de uma espera de 4 meses encontrei quem eu finalmente queria, e finalizei aquele dia com uma mensagem pra diversos remetentes "sou a pessoa mais feliz do mundo". No dia seguinte, tudo caiu. Eu só conseguia ser triste, nem sua presença me trazia felicidade e sorrisos.
Talvez você que esteja lendo isso, se é que alguém lê isso aqui, não entende. Talvez ache que é drama, e não é nada demais. Você provavelmente tem um coração de pedra ou nunca passou por algo do tipo.
Daquele momento em diante, éramos apenas duas pessoas com nomes iguais em gêneros diferentes, gostos e objetivos semelhantes e uma distancia quilométrica como desculpa. Naquele exato segundo ficou claro pra mim: eu já não era boa o suficiente. Eu ser eu, eu ser dele não bastava, então ele desistiu de mim, de nós.
Eu sei como isso se chama, sei que não sou a única a passar por isso. Mas "rejeição" se torna uma palavra muito mais forte depois que você passa por uma. De repente você não vale mais a pena, você perde o valor e não pode fazer absolutamente nada pra mudar isso. A única coisa que pude fazer foi voltar naquele lugar no dia seguinte e entregar uma carta, que eu mesma leria pra ele mais tarde acompanhada de lágrimas. Só pude agradecer por me ensinar a me valorizar, por todo o sentimento e confiança que senti durante aquele período, por ter me feito sentir como se eu fosse "a pessoa mais feliz do mundo".
E hoje, três meses depois, eu declaro morte a essa pessoa na minha vida, pois nesses últimos três meses, o sentimento que me trouxe foi apenas um: tristeza e mágoa.
Ainda vou me perguntar bastante se teve algum significado praquele lado, como teve pro meu. Tenho a nítida impressão que não, ou as coisas seriam diferentes.
É só mais uma dor a ser superada.

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